domingo, 8 de janeiro de 2017

SEXO NO MUNDO ANTIGO º Erotismo no Egito



Se você pensa que só de pirâmides, múmias e faraós foi feita a história do Egito, engana-se. Criativos e liberais, os egípcios experimentaram e documentaram suas atividades sexuais, que não estavam ligadas somente a reprodução. Sexo, erotismo e pornografia transbordavam as paredes e a sociedade egípcia. Os séculos que nos separam não nos diferenciam de nossos antepassados egípcios e depois de tanto tempo um objetivo permanece: a busca pelo prazer. 
https://youtu.be/zFup4iEWQr0

Clique na foto abaixo para assistir o vídeo: 

sábado, 31 de dezembro de 2016

O casamento é a instituição mais triste inventada pelo homem.

O casamento é a instituição mais triste inventada pelo homem.
Não é natural; foi inventado para se poder monopolizar a mulher.
As mulheres têm vindo a ser tratadas como se fossem uma extensão de terra ou algumas notas bancárias.
A mulher foi reduzida a uma coisa.

Lembre-se que se reduzir qualquer ser humano a uma coisa – sem se aperceber, sem ter consciência – estará a reduzir-se também ao mesmo estatuto; caso contrário não poderá comunicar.
Para conseguir falar com uma cadeira, você tem de se tornar uma cadeira.
O casamento é contranatural.
Só podemos ter certeza do momento presente, o que temos nas mãos.
Todas as promessas para amanhã são mentiras – e o casamento é uma promessa para toda a vida, uma promessa de que ficarão juntos, de que se amarão, de que se respeitarão mutuamente até ao último dia das vossas vidas.
Se der ouvidos à natureza, os seus problemas simplesmente deixarão de existir.
O problema é o seguinte: biologicamente os homens sentem-se atraídos pelas mulheres, as mulheres sentem-se atraídas pelos homens, mas a atração não pode ser a mesma para sempre. 
Os amantes não se enganam um ao outro, eles estão a dizer a verdade – mas essa verdade pertence ao momento.
Quando dois amantes dizem um ao outro: ‘Não consigo viver sem ti’, (...) eles estão a falar a sério.
Mas não conhecem a natureza da vida.. (...) À medida que os dias passam começam a sentirem-se presos. 
Para mim é tudo natural.
O que não é natural é unir pessoas em nome da religião, em nome de Deus, para o resto da vida.
Num mundo melhor e mais inteligente, as pessoas sentirão amor, mas não farão contratos.
Não é um negócio!
Elas compreender-se-ão e compreenderão o fluxo mutável da vida.
Serão verdadeiras para com as outras.
Não haverá necessidade de casamento, não haverá necessidade de divórcio.
Nessa altura, a amizade será possível. 
É muito feio o tribunal e a lei estatal interferirem na nossa vida privada – vocês têm de lhes pedir permissão.
Quem são eles? É uma questão entre dois indivíduos, é um assunto privado.
Só existirão amigos – não existirão maridos nem mulheres.
Claro que se só houver amizade, a paixão nunca se transformará em ódio.
No momento em que sentirem a paixão a desaparecer dirão adeus e ambos serão capazes de compreender.
Mesmo que seja doloroso, não se pode fazer nada – a vida é assim.
Mas o homem criou as sociedades, as culturas, as civilizações, as regras, os regulamentos e transformou toda a humanidade numa coisa que não é natural.
É por isso que os homens e as mulheres não podem ser amigos – o que é uma coisa muito feia; começam a possuir-se uns aos outros...
As pessoas não são coisas, não se pode possuí-las.
Nenhuma mulher é propriedade de ninguém, nenhum marido é propriedade de ninguém.
Que tipo de mundo é que vocês criaram?
As pessoas foram reduzidas a propriedades; e depois surge o ciúme, o ódio. 
Por isso, este é o conselho de despedida que te dou: nunca tentes agarrar-te a uma pessoa para o resto da tua vida.
O amor não é uma paixão, não é uma emoção.
O amor é um entendimento muito profundo de que de alguma forma alguém o completa.
(...) A presença do outro melhora a sua presença.
O amor dá-lhe liberdade para ser você mesmo; não é sentimento de posse.”


quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

As etapas fundamentais para se alcançar níveis naturais...

- "Mestre, o que é ser um mestre na cama?"
- É ser capaz de fazer uma mulher sentir, em uma só noite, a origem do prazer, respondeu o Mestre.
O discípulo perguntou:
- Há níveis de maestria?
- Este que me referi é o primeiro nível.
O discípulo perguntou:
- E qual é o segundo nível?
- Dar à mulher tanto prazer que num dado momento ela diga: - "Deus te saúda".
O discípulo estava começando a se inquietar.
- Há um terceiro nível?
- No terceiro nível você é Deus.
- Eu imagino que este seja o último nível.
- Último? Aqui começa outra oitava na maestria. Neste nível a mulher cura todas as feridas, perdoando-se a si mesma. Neste momento você se torna seu companheiro, amigo, amante. Neste momento a mulher se torna o ser humano mais consciente e feliz do mundo. Neste momento nada mais há além da felicidade. Neste momento o verdadeiro casamento acontece: A união do homem com o ventre da mulher.
O discípulo então começou a chorar de felicidade.
- Mestre, como seria maravilhoso se todos os homens soubessem disso.
- Nem todos os homens querem saber, respondeu o Mestre. Mas compete a nós fazer com que isto chegue a todos.
- Quer saber o que é o último nível? Indagou o Mestre.
- Eu não acredito que ainda falta um nível.
- No último nível o homem se dissolve, ele já nem sabe mais se é um homem ou uma mulher, e nem quer saber. Então a mulher olha para ele com doçura e sussurra em seus ouvidos:
- "Finalmente você se tornou um homem..."

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

MULHER PODE CHEGAR EM HOMEM?

Mulher pode chegar em homem? 
Descubra as vertentes e, decida se essa atitude pode lhe beneficiar ou prejudicar.




segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Roberto D'Ávila entrevista Regina Navarro Lins

O Conexão Roberto D' Ávila entrevista a psicanalista e escritora Regina Navarro Lins. Duração do vídeo: 50m28s. Num intenso bate-papo numa livraria no Rio de Janeiro, não faltaram a coragem, o despudor e a verve polêmica, que caracterizam a forma como a psicanalista costuma tratar temas ligados a sexo, relacionamento e vida a dois.





quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

REFLEXÃO - SEXO

Homens e mulheres foram inibidos na sua capacidade para o prazer sexual.
As mulheres tiveram sua sexualidade reprimida e distorcida, a ponto de até hoje muitas serem incapazes de se expressar sexualmente, muito menos atingir o orgasmo.

Os homens, por sua vez, também tiveram a sexualidade bloqueado, com o único objetivo de ejacular. A mulher acaba se adaptando ao estilo imposto pelo homem, principalmente por temer desagradá-lo. Resultado? Nenhum dos dois usufrui do prazer que um bom sexo proporciona. 


O que é Demissesualidade e Alosexuais ?



DEMISSEXUALIDADE.


Começamos a série “Visibilizar” na coluna de Relacionamentos & Sexo, falando sobre bissexualidade e, nessa semana, vamos falar sobre demissexualidade. Pensei muito nos últimos dois meses sobre como escreveria esse texto, se faria de maneira mais geral, técnica e impessoal, ou se falaria de mim e da minha experiência com o tema. Depois de muitos rascunhos, optei por uma mistura das duas coisas, apresentando o tema de maneira geral, mas também falando da minha relação com ele, pois, participando de grupos online para outras pessoas que também se identificam como demissexuais, percebi que a minha experiência pessoal com essa categoria é muito parecida com a de todas as outras pessoas que se manifestaram. Por mais que a minha vivência seja só minha, foi muito importante para a construção desse aspecto da minha identidade ver que outras pessoas se sentem assim também.

Mas vamos para início: o que geleias é demissexualidade? Não, não são pessoas que só sentem atração sexual pela Demi Lovato (ouvi essa em 90% das vezes que tentei falar sobre o assunto). Demissexualidade, em poucas palavras, é só sentir atração sexual quando há uma conexão emocional e/ou intelectual e/ou psicológica com a outra pessoa.

A demissexualidade é uma das categorias presentes na chamada área cinza, isto é, o espaço (imagine uma escala) entre os assexuais (que merecem uma sessão de visibilidade à parte) e os alosexuais. São consideradas assexuais pessoas que não possuem interesse em sexo ou sentem repulsa por sexo, enquanto as alosexuais são aquelas passíveis de se sentirem atraídas sexualmente por qualquer pessoa (o considerado “normal”, dentro dos padrões). Não quer dizer que alosexuais vão sair por aí querendo transar com qualquer um e todo mundo; quer dizer apenas que são pessoas capazes de sentir atração física sexual independente de outros fatores, como é o emocional para demissexuais.

Daqui em diante, vou dividir esse texto em sessões dedicadas a rebater os comentários e explicar as dúvidas que nós demissexuais ouvimos com mais frequência.

“Ah, mas todo mundo é assim. Sexo com amor é muito melhor!”


Só que não é todo mundo assim. Normalmente, quando escuto essa, é que eu vejo mesmo que a pessoa não entendeu nada — e aí me questiono sobre se é mesmo possível ser compreendida quanto a isso por alguém que não se identifique dessa maneira também. O que precisa ser colocado aqui é que, para demissexuais, a atração sexual é POSTERIOR e DEPENDENTE de conexão emocional/intelectual/psicológica. Sabe quando você tá numa festa, aí você vê uma pessoa atraente, vai lá e fica com ela (e às vezes pega contato pra poder se ver de novo)? Então, eu não. Demissexuais podem até ver a pessoa na festa e achá-la fisicamente atraente, mas isso acaba se bastando como uma observação estética.

Para demissexuais chegarem a de fato ter vontade de algo físico, é preciso conhecer primeiro. O grau de conhecimento varia: algumas pessoas demi precisam de meses até conseguirem desenvolver uma conexão profunda ao ponto de conseguir lhes despertar vontade de contato físico; outras conseguem desenvolver isso mais rapidamente. Mas observe: o quanto você precisa conhecer uma pessoa para se sentir à vontade com ela vai de cada um — algumas pessoas são mais extrovertidas, outras são mais fechadas e por aí vai —; isso não tem a ver com a demissexualidade em si. O que tem a ver com a demissexualidade é que a relação física só vai ser desejada quando a pessoa demi já estiver sentindo a tal conexão, seja no tempo que for que isso levar pra se desenvolver.

Acontece que, como hoje em dia é muito comum ficar primeiro e conhecer depois, é muito comum também uma pessoa demissexual ficar um tempão sozinha. Também é muito comum acabar ficando com desconhecidos e desconhecidas em festas ou se envolver fisicamente sem ter uma conexão emocional/intelectual/psicológica numa tentativa de desenvolver isso ou de “ser normal” (aspas aqui, porque não tem nada de anormal em ser diferente do que é considerado normal, ou seja, aquilo que se encaixa nos padrões sociais). Pela minha própria experiência e pelos relatos que tenho lido, isso resulta em arrependimento, desconforto e até repulsa. Resumão: sem conexão, não tem tesão, ok?

“Masturbação não rola, então?

Para algumas pessoas demissexuais sim, para outras não. No caso do sim, é muito simples, precisamos apenas diferenciar duas coisas: desejo sexual e atração sexual. A pessoa demi que se masturba tem desejo sexual como qualquer alosexual, o que não tem é pessoa por quem ela sinta atração sexual para que chegue a ter vontade de se relacionar sexualmente. Igualmente, dentro de um relacionamento, a pessoa demissexual pode sentir vontade de transar o tempo todo, já que tem ali a conexão necessária para tal. O desejo não depende necessariamente dessa orientação.

“Mas então você não sente prazer físico nenhum ficando/transando com alguém sem envolvimento?”

É possível o corpo responder, então, é possível a experiência ser fisicamente prazerosa. A diferença é que a pessoa demissexual não vai ter vontade de chegar a isso ou pode desenvolver repulsa posteriormente. Também é muito comum simplesmente não sentir nada. Isso também acontece com assexuais.

“Então você é só careta e pudica.”

Não. Uma coisa é não se relacionar fisicamente com pessoas com quem não temos intimidade por causa de questões morais ou religiosas; outra é simplesmente não ter vontade de fazer isso. Reprimir a sexualidade dos outros, a frequência com que outras pessoas fazem sexo e a quantidade de pessoas com quem elas se relacionam também não tem nada a ver com demissexualidade.

“De que maneira isso é diferente do que sempre foi ensinado às mulheres e esperado do comportamento delas?”

É verdade que, em uma sociedade patriarcal, certos comportamentos são ensinados às mulheres e, no contexto de relacionamentos e sexualidade, espera-se que a mulher não tenha muitos parceiros (uso no masculino, porque a homossexualidade nem entra em pauta nesses estereótipos) e, no caso de chegar a fazer sexo, não pode ser com alguém que acabou de conhecer ou algo assim. Enquanto, tradicionalmente, para o homem, a sexualidade é encorajada, para a mulher, ela deve estar relacionada ao amor, e fica mal vista uma mulher que tenha o mesmo comportamento sexual que é ensinado aos homens. No entanto, volto à mesma questão do item anterior: ser demissexual e não sentir desejo sexual por pessoas que pouco conhecemos é diferente de reprimir um desejo sexual e escolher não se relacionar sexualmente nesses contextos.

“Como é que você sabe que isso não é só um bloqueio psicológico que você precisa superar?” / “Será que você não é só reprimida?”


Sendo bem sincera, não tem como ter certeza de nada. Pessoalmente, não me considero nem um pouco reprimida e, por isso, esse questionamento não faz sentido pra mim. No entanto, já conversei com outras pessoas que não sabem se são demissexuais, assexuais ou se só cresceram com muita repressão e aí não conseguem lidar muito bem com sexo. A questão aqui, a meu ver, é se você está bem com isso ou não. Se você não se comporta como o esperado dos padrões sociais e se sente mal por isso, talvez seja uma boa ideia procurar terapia e tentar se entender melhor. Se você está de boa, seja feliz. Ninguém tem nada a ver com a sua sexualidade, isso é você quem pode identificar.

“Você está sendo muito exigente. / Você precisa se abrir mais pro mundo. / Você precisa tentar ambientes diferentes. / Você precisa tentar com pessoas diferentes de você.”

Acho que toda pessoa demissexual já ouviu — e ouve — essas frases. Elas costumam ser ditas por família e gente que se importa, de maneira geral. O problema é que, por mais bem-intencionadas que essas frases sejam, elas partem de duas premissas implícitas: 1) sua vida afetiva-sexual é um fracasso e 2) esse fracasso é culpa sua. Em um mundo em que o padrão é a alosexualidade, se você se comporta de maneira um pouco diferente, as pessoas entendem que tem algo de errado com você e, sendo suas amigas, tentam te ajudar a superar isso. São frases bastante condescendentes e, muitas vezes, só pioram as coisas, porque aí, você vai lá e tenta ser menos exigente e começa a aceitar coisas que não fazem bem a ninguém. Você tenta ambientes diferentes e se sente mais estranha ainda. Você tenta ficar com “pessoas diferentes de você” e fica desesperada pra voltar pra casa e ver Netflix. Você tenta ficar com pessoas aleatórias e se arrepende. Até que você conclui que não tem nada de errado com você, você só não funciona dessa maneira padrão que as pessoas esperam, e tudo bem.

“Como uma pessoa descobre que é demissexual?”

Pela vivência, pela experiência em relacionamentos, interesses, paixonites, contextos de atração física e por tudo aquilo descrito no tópico acima. No meu caso pessoal, há uma série de coisas que sempre soube a meu respeito, como, por exemplo, a percepção de que só me sinto atraída fisicamente quando gosto da pessoa. Se tenho algum tipo de afinidade com a pessoa, isso pode se transformar em atração física, mas atração física por si só é algo que não existe pra mim. Mas eu nunca tinha ouvido falar de demissexualidade, então, achava só que eu era esquisita. Até que, um dia, uma capitolina veio comentar no nosso grupo de chat. Quando fui ler sobre o assunto, acabei me identificando com tudo. Normalmente, não curto muito categorias, mas foi a primeira vez que me senti abraçada — e não confinada — por uma.

“Demissexual é uma orientação? Dá pra ser demi e hétero? Demi e homo?”

Dá. Não existe muito um consenso sobre a demissexualidade ser uma orientação ou outra coisa. Algumas pessoas consideram como orientação, outras não. A demissexualidade — assim como a assexualidade e também a alossexualidade — diz respeito à “frequência” sexual, e não a com quem se faz sexo. Uma vez estabelecida a relação, a pessoa demissexual pode ser homo/ hétero/ bi/ panromântica… Por exemplo, eu poderia dizer que sou demissexual heterromântica (imagina o sucesso que essa definição não iria fazer nos apps de pegação). Significaria que eu me relaciono com homens e que isso se dá dentro daqueles limites já explicados da demissexualidade. Desse modo, também é possível ser demissexual e homo, ser demissexual e não fazer distinção de gênero, e por aí vai.

“A pessoa nasce e morre demissexual?”

SEI LÁ. Acredito que a sexualidade é fluida e resultante de um misto de biologia e construção social. Se ela é fluida, ela pode mudar em algum momento, o que não quer dizer que seja possível mudá-la voluntariamente. Já tive comportamento não condizente com a demissexualidade, mas não me vejo como outra coisa que não demissexual. Então, SEI LÁ. Adoraria saber das histórias de vocês, me mandem e-mails.

“Demissexualidade é mimimi de hétero querendo poder dizer que é oprimido.”

Claro, porque ser oprimido é um privilégio, né? Não, gente. Até porque o tipo de opressão que demissexuais sofrem é MUITO DIFERENTE do tipo de opressão que pessoas homo ou trans sofrem. Enquanto a homofobia e a transfobia, por exemplo, são muito marcadas na nossa sociedade e matam pessoas diariamente, demissexuais só são atingidos pelo apagamento, o que é outro tipo de dor. E nos leva ao próximo item.

“Isso não existe.”

Aí você, que passou a sua vida se achando esquisita, diferente, tendo um monte de dificuldades que nem você entendia, finalmente lê uns textos na internet e descobre que o que você sente tem nome: demissexualidade. Você se sente compreendida, acolhida, deixa de achar que é um ET. Feliz, você resolve compartilhar com os/as amiguinhos/as. Aí escuta uma dessas. Isso é, no mínimo, insensível. E acontece muito, não só com isso, mas com tudo na vida: a pessoa não entende porque não faz parte da realidade dela, logo, é inválido. Isso desanima demais e dá vontade de deixar pra lá, tipo, já me acham esquisita mesmo, que diferença faz eu ficar explicando? Mas isso perde o básico: empatia. As outras pessoas não precisam entender, elas só precisam respeitar. E isso inclui não silenciar e aceitar. É chato demais ficar se explicando sobre algo que, pra você, soa tão natural. Você, que começou essa historinha deixando de se sentir ET, volta a se sentir ET, só que mais do que se sentia antes.

Para finalizar, se você leu isso aqui tudo e se identificou como demissexual, saiba que não tem nada de errado com você e que faz muito bem ser honesta com você mesma! Quanto a lidar com a falta de compreensão das pessoas, lembre-se sempre de que a única pessoa que vai viver a sua vida e lidar com as consequências de quaisquer escolhas que você fizer é VOCÊ. Então, seja sempre respeitosa com você mesma. Nada de ficar tentando ser quem não é para tentar se encaixar em moldes que não te fazem bem nenhum.

- Laura Pires

(FONTE: http://www.revistacapitolina.com.br/visibilizar-demissexualidade/)