quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Prazeres variados


Comentando a Pergunta da Semana
A maioria das pessoas que responderam à enquete da semana considera ser possível viver bem tendo vários parceiros sexuais, o que acontece com frequência, mas sempre escondido.
Alguns estudiosos acreditam que daqui a algumas décadas vai haver grande variedade de relacionamentos. As pessoas vão experimentar diferentes formas de estar juntas. Pode haver relações duradouras, mas talvez não sejam predominantes. As tendências apontam para o aumento do número de relações do tipo instantâneo e efêmero, do sexo a três e em grupo. Seria uma volta ao sexo vivido pelas religiões pagãs?
Fazendo uma viagem por outros lugares e épocas, vemos que as religiões pagãs ensinaram como obter nas relações sexuais algo aconchegante e seguro, o sentido de se saber o lugar a que se pertence. “Para elas, o mundo era uma grande máquina de auto-sustentação sexual: o céu impregnava a terra com sua umidade e cada cópula era parte desse permanente processo de auto-renovação, não um ato sórdido, mas uma afirmação de parentesco com toda a natureza”, explica o historiador inglês Theodore Zeldin.
Fazer parte do todo proporcionava grande satisfação, que foi reforçada pelo sentimento de poder contribuir pessoalmente para manter o mundo em marcha; a natureza tinha de ser encorajada. Assim, os massais, da África Oriental, tinham a seguinte conduta nas periódicas Festas do Amor: durante vários meses as restrições de amizade e casamento eram canceladas, as pessoas vinham de longe para se reunir. O objetivo era fecundar a terra, os animais e umas às outras, na frente de seus sacerdotes; todos faziam sexo entre si, sendo excluídas somente as mães e as irmãs.
Comparando sexo com culinária, Zeldin observa que “o desejo não é mais inexplicável que o gosto. Ao longo dos séculos tem sido extraordinariamente flexível e versátil, servindo a causas opostas, desempenhando papéis muito diferentes na história, como um ator a um só tempo cômico e trágico, às vezes papéis simples, que reproduzem estereótipos corriqueiros, e outras vezes papéis experimentais, complexos, deliberadamente misteriosos. Isto sugere que outras alianças, outros excitamentos, também são possíveis.”
A procura de casas noturnas, onde se pode praticar o swing e o sexo grupal aumentou muito nos últimos dez anos, nos grandes centros urbanos do Brasil e do exterior. São casais, homens e mulheres solteiros, e também muitos casados, que vão sozinhos experimentar essas novas modalidades de sexo.

http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2014/01/21/prazeres-variados/


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